sábado, 21 de fevereiro de 2009

Fratura de Barton


Fratura de Barton é uma fratura intra-articular do rádio distal com luxação do radiocárpicos comum.
 
É uma fratura-luxação com lesão intraarticular, na qual o carpo e a margem do radio distal são desviados em conjunto.
 
 
O tratamento desta fratura é normalmente feito por redução aberta e fixação interna com placa e parafusos, mas ocasionalmente a fratura pode ser tratada conservadoramente.

Fraturas intra-articulares complexas do rádio distal: classifição e conduta


Fraturas intra-articulares complexas do rádio distal: classifição e conduta

As fraturas intra-articulares do rádio distal requerem uma redução anatômica já que um degrau mínimo de desvio está associada com o desenvolvimento de osteoartrose. Tais fraturas são classificadas com base tanto no mecanismo como no padrão de lesão. A classificação compreensiva das fraturas define aquelas que ocorrem devido a uma força de cizalhamento e que envolvam parte da superficie articular como tipo B. Estas por sua vez são subdivididas em tipo B1, que envolve o processo estilóide do rádio (fratura do chauffeur); tipo B2, que envolve a margem dorsal do rádio; e tipo B3 que envolve a margem volar distal do rádio (fratura de Barton). As fraturas do grupo B são instáveis e com frequência requerem intervenção cirúrgica. As fraturas intra-articulares resultam de uma força de compressão sobre a extremidade distal e são classificads como grupo C. O tipo C é uma fratura em duas partes sem cominução metafisária; o tipo C2 é uma fratura em duas partes com comunição metafisária, e a tipo C3, é uma fratura com mais de duas partes com ou sem comunição. A tática operatória para es fraturas por compressão envolve a restauraçào dos quatro fragmentos "comuns" em sequência. Isto pode ser consegiudo somente através de manobras manipulativas ou com uma limitada exposição dos fragmentos fraturados e estabilização percutânia com fios de Kirschner. Frequentemente é necessária a neutralização com um fixador externo e enxerto ósseo autólogo.

Fraturas da base do primeiro metacarpo


São tratados em um capítulo separado por serem de difícil manutenção de redução em gesso pela ação da musculatura tênar e ação isolada do abdutor do polegar.

As fraturas de Bennet e Rolando são por regra de redução fechada e fixação percutanea . A manobra de redução destas fraturas são por tração, pronação, adução e extensão do polegar, com tração direta sobre este e então fixação percutanea ao trapézio e segundo metacarpo. As fraturas da base do primeiro metacarpo extra articulares são incapacitantes quando possuem angulação maior que 30 graus.

Luxação carpo metacárpica

 

Cerca de 70% delas ocorrem  na articulação do quinto osso metacarpal com o hamáto, pela maior mobilidade desta articulação. Nos casos de luxação sem fratura, redução fechada e gesso antebraquiopalmar são suficientes na maioria dos casos. Outros casos são tratados de forma geralmente cirúrgica com redução aberta e fixação percutanea com  fios de Kirschner.

Devemos atentar para o grande edema destas lesões e o risco de síndrome compartimenta, e lembrarmos  que o terceiro raio da mão é a chave para uma redução anatômica.

Fraturas dos metacarpos


Correspondem a cerca de 30% de todas as fraturas da mão. O objetivo do tratamento é restaurar os arcos longitudinal e dorsal da mão, além de corrigir encurtamentos, desvios angulares e rotacionais. Dividimos  as fraturas dos metacarpos em cabeça, colo, diáfise e base para meio de diagnóstico e tratamento.

Fraturas da cabeça devem ter sua superfície articular restaurada. Quando sem desvio, são imobilizadas em tala metacarpo falangiana em flexão de 70 graus.

Fraturas do colo são mais freqüentes no quinto metacarpo(fratura de boxer) e aceitam desvios de até 30 graus de flexão para tratamento conservador. Se desvios maiores devem ser reduzidas aberta ou fechada e fixada por meio de placas e parafusos ou fios de Kirschner.

Fraturas da diáfise causam uma sobreposição de 1,5 cm sobre o dedo vizinho a cada 5 graus de rotação. Portanto qualquer grau de rotação é inaceitável, devendo ser reduzido aberta ou fechada  e fixada por meio de fios de Kirschner ou placas e parafusos.

Fraturas da base por serem articulares seguem o mesmo princípio das fraturas da cabeça, devendo ter sua anatomia restaurada.

Fraturas das falanges


São fraturas muito comuns, que acontecem principalmente na idade produtiva e estão ligadas com acidentes no trabalho na sua maioria dos casos.  A maioria das fraturas são estáveis e podem ser tratadas por meio de uso de talas metálicas. Indicamos o tratamento cirúrgico nos seguintes casos- falha na redução da fratura, fraturas intra-articulares e instáveis, associação a lesões extensas de partes moles, fraturas expostas ou com grande perda óssea, fraturas associadas à politrauma ou fraturas epifisiárias em crianças tipo Salter-Harris III e IV.

Devemos atentar para  a importância de evitarmos a permanência principalmente de desvios rotacionais e angulares.

Fratura de Monteggia


É uma fratura do terço proximal da ulna com luxação da cabeça do rádio, podendo esta luxação ser classificada em 4 tipos de acordo com o sentido da luxação da cabeça do rádio.(anterior 60%, posterior, lateral e fratura de ambos os ossos proximalmente com luxação da cabeça do rádio).

O tratamento em crianças pode ser exitoso com a redução fechada e imobilização. No adulto é indicada a redução aberta e fixação interna. Importante é lembrar da lesão e interposição do ligamento anular ao nível da cabeça do rádio, lesão esta responsável tanto pela dificuldade de redução como instabilidade pós redução.

Fratura isolada da ulna (fratura do cassetete)

 
Fratura isolada da ulna(fratura do cassetete)
Geralmente resulta de um golpe direto sobre a ulna. Quando há pouco desvio é passível de tratamento conservador, com imobilização gessada por cerca de 3 meses. Quando há deslocamento maior que 50% ou angulação maior que 10 graus, considera-se a redução aberta e fixação  interna.
 
 

FIXADORES EXTERNOS - TÉCNICA DE ILIZAROV

 

Os primeiros fixadores externos, técnica de Ilizarov, também conhecidos por Fixadores Russos, que obtiveram sucesso em Goiás foram feitos pelos médicos Ricardo Esperidião e Wellington Jorge. Os pacientes dos primeiros casos já estavam em fase de amputação das pernas e tinham esgotado todas as possibilidades de tratamentos.

Ricardo Esperidião salienta que, se bem utilizado, o aparelho pode transformar a vida das pessoas, pois atua para realizar grandes alongamentos ósseos em processos congênitos (pessoas que nascem com membros curtos), nas infecções chamadas osteomielites e fraturas expostas, e com grandes perdas ósseas. As montagens são realizadas nesses casos para traumas ou perdas ósseas, dispensando a utilização de enxertos pelo princípio da compressão e distração, propiciando a formação óssea.

O ortopedista Esperidião recorda que o método tornou-se moda no Brasil inteiro e em Goiás não foi diferente. Para ele, esse modismo não trouxe benefício porque muitos médicos, que não sabiam utilizar a técnica de maneira adequada, não conseguiram o resultado desejado. "Colocar o aparelho é relativamente fácil; entretanto, obter os resultados não é tão simples. Muitos que não utilizavam a técnica correta obtiveram resultado negativo", afirma Ricardo. Outro ponto observado por ele foi a utilização indiscriminada dos aparelhos. Por exemplo, não era recomendado que se colocasse em crianças muito pequenas, em pacientes com problemas neurológicos e em casos de depressão, psicoses e outros transtornos, pois essas pessoas não toleram o aparelho. Mesmo assim alguns profissionais utilizaram a técnica.

Os resultados negativos, oriundos dessa má utilização, fizeram com que muitos que realmente precisavam se recusassem a utilizá-lo. "Depois da fase inicial, houve um momento que o uso se tornou mais preciso, deixou de ser novidade. Como o método era bom, não caiu no esquecimento; pelo contrário, voltou a ser usado. Em 2006, muitos colegas fazem esse procedimento de maneira excelente e obtendo ótimos resultados", afirma.

Ricardo Esperidião retornou, em 1979, de São Paulo, para trabalhar em Goiás, onde nasceu e está até hoje. Foi um dos pioneiros no Brasil a conhecer os Fixadores Externos, técnica de Ilizarov. Ele e mais 12 médicos brasileiros viajaram para os Estados Unidos, por ocasião de um congresso em Washington, para apresentação teórica e prática dos métodos de Ilzarov. Logo em seguida, em 1986, durante a jornada dos ex-residentes do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, o professor Bianchi-Maiocchi mostrou-lhes pela primeira vez a metodologia de Ilizarov. Em dezembro daquele mesmo ano fundou-se a Associação para Aplicação do Método de Ilzarov (Asami) brasileira, que em 1989 trouxe ao Brasil o professor Ilizarov para ministrar o I Curso Internacional do Método, na USP.

Nasceu então a idéia de se fazer uma visita à cidade de Kurgan, na ex-União Soviética, para aperfeiçoamento da técnica. Devido a proximidade geográfica de Goiânia com Brasília e a embaixada russa, Esperidião foi de extrema importância em todo processo, porque naquela época, devido ao contexto político no qual estava inserido a União Soviética, viajar para lá era complicado.

Após um ano de negociações, em julho de 1990 o grupo de médicos foi para o país de Ilzarov. Mas, antes de prosseguir para Kurgan, a primeira parada da equipe foi na Universidade de Coimbra, em Portugal, já que o professor Ilzarov ministrou um curso naquela cidade. Após o seminário, os brasileiros se juntaram aos portugueses, alemães e franceses, todos interessados na técnica russa. Eles passaram um mês na cidade de Kurgan aprendendo. Com o retorno, organizaram simpósios e cursos para ensinar outros médicos a colocar o aparelho e sobre sua função.

 

Tratamento de fratura é simplificado

Uma "costura" com fio de aço maleável está substituindo com vantagens o emprego de placas de metal e parafusos no tratamento de fraturas nas mãos. A técnica, desenvolvida pelos médicos Wilson Modesto de Oliveira Júnior e Sérgio Brandi, de Sorocaba, interior de São Paulo, é considerada menos invasiva e custa dez vezes menos do que o tratamento convencional. O procedimento, conhecido como "cerclagem", foi considerado inovador durante apresentação no 1º Congresso Luso-Espanhol de Cirurgia da Mão, realizado na semana passada em Portugal. Segundo Brandi, o fio de aço maleável já era utilizado com bons resultados em fraturas de ossos da face e da coluna. Ele conta que Oliveira Júnior, especialista em traumas de mão, teve a idéia de empregá-lo também nos casos de fraturas de falanges e metacarpos, pequenos ossos que formam a mão humana.

Nas fraturas de mão, a simples imobilização, como ocorre em outras fraturas de membros, não apresenta resultados positivos, daí a necessidade da fixação das partes a serem soldadas naturalmente. Na mesma abertura feita para fixar o pino, é colocado o fio que será amarrado na outra parte do osso lesionado.

A técnica foi adotada pelo setor de ortopedia da Santa Casa de Sorocaba, onde Oliveira Júnior e Brandi atuam. O hospital atende principalmente a casos de acidentes de trabalho, envolvendo operários da construção civil e funcionários de indústrias que operam máquinas. Nos últimos três anos, 60 pacientes foram submetidos a cirurgias com o emprego da cerclagem e o índice de resposta positiva ao tratamento foi considerado muito bom.

Além do custo, que favorece o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o aspecto mais positivo é que o tratamento se torna menos invasivo. "É uma técnica mais simples, que funciona muito bem e pode ser aplicada na maioria dos casos", diz Brandi. O implante de fio maleável, que substitui pinos e placas de metal, tem menos volume e causa danos menores aos tecidos.

A técnica é completada com a mobilização da mão por um período de duas a três semanas. A recuperação dos movimentos é mais rápida. Brandi ressalta que ele e seu colega - que ainda não retornou de Portugal - esperaram a consolidação dos resultados para divulgar a técnica. "Hoje se discute o custo elevado, quase proibitivo, da medicina cirúrgica, por isso achamos importante oferecer essa alternativa", explica. No congresso, a cerclagem de mão foi apresentada durante aula dirigida a especialistas de todo o mundo. A técnica será agora divulgada em revistas científicas.

Fratura de colles

A fratura de Colles é a fratura da extremidade distal do rádio, onde o fragmento se desloca para trás e para o exterior. Foi descrita por Colles em 1814.

Ocorre com freqüência em crianças, geralmente de 6 a 10 anos, e em pessoas idosas, principalmente em mulheres acima dos 50 anos, em decorrência da osteoporose.

A causa mais comum é uma queda leve sobre a mão espalmada, onde a extremidade distal do rádio sofre o impacto, e o fragmento ósseo se desloca posteriormente e lateralmente.
 
Característica

Tem como característica o aspecto da mão como o dorso de um garfo.

Classificação

Há duas classificações para a fratura de Colles:

  • Oblíqua: resulta em duas partes que são cortantes, correndo o risco de romper tecidos e vasos;
  • Transversal: fratura perpendicular ao segmento ósseo.

Complicações

Pode trazer as seguintes complicações:

  • síndrome do túnel do carpo
  • artrite pós-traumática
  • Síndrome de Volkman
  • Calo vicioso
  • Distrofia Simpática Reflexa

Diagnóstico

O principal diagnóstico é feito pelo raio-X (radiografia).

Funcionalmente o indivíduo apresenta limitações dos movimentos do punho, dificuldades em realizar pronação e supinação do antebraço em decorrência ao edema.

Os sinais clínicos são:

  • edema
  • algia
  • sinais flogísticos
  • limitações do punho, antebraço e falanges

Tratamento

O tratamento conservador mais indicado é o conservador ortopédico, realizando uma redução sob anestesia e colocando gesso(mantendo-o por um período de 4 a 5 semanas) com o antebraço em posição neutra e o punho em flexão palmar de 10 a 20 graus e inclinação de 10 graus.

Como método cirúrgico pode ser utilizado pinagem percutânea, fixador externo ou osteossíntese com placa volar. Quanto ao enxerto ósseo, somente é utilizado em casos especiais.

Após a retirada do gesso faz-se mobilização, alongamento e contrações isométricas, além de utilizar laser, eletroterapia, hidroterapia ou crioterapia.

Fratura do osso escafóide

 
Introdução

Na maioria das fraturas, a consolidação se processa conforme a expectativa, a função das partes lesadas é gradualmente refeita e pouca ou nenhuma incapacidade permanece. Todavia nem todas as fraturas evoluem tão bem. As complicações muitas vezes são inevitáveis


Anatomia regional:

O osso escafóide está localizado na primeira fileira dos ossos da mão . Na primeira fileira(proximal) da região medial para a região lateral temos : escafóide, semi-lunar, piramidal e pisiforme. Na segunda fileira(distal) da região medial para a região lateral temos: trapézio, trapezóide, captato e hamato.

Na região do punho o escafóide também se articula com o rádio


Complicações Negativas:

As fraturas do escafóide são potencialmente problemáticas e a incidência de complicações é alta . As complicações mais importantes são:

A) Necrose do pólo proximal: ocorre por problemas circulatórios: O suprimento sangüíneo do pólo proximal é feito por vasos intra-ósseos que penetram no dorso do pólo distal. Havendo uma fratura proximal à entrada da ultima artéria nutridora, haverá prejuízo circulatório para o fragmento proximal;

B) Consolidação viciosa: o osso perde sua forma original, e a relação com os ossos vizinhos leva à osteoartrose, predispondo às instabilidades do carpo; e

C) Pseudo-artroses: geralmente ocorrem por falha no diagnóstico da fratura, por pouco tempo de imobilização ou tratamento inicial tardio. O tratamento cirúrgico é realizado com a finalidade de restaurar as dimensões originais do osso e obter a consolidação. Nossa preferência é pela técnica de Matti-Russe, em que se aborda o osso por via ventral, expondo os fragmentos que soa escavados e preenchidos com enxerto ósseo esponjoso.

Apesar de na maioria das fraturas do escafóide haver consolidação (embora às vezes lentamente), há uma maior tendência à não consolidação que na maioria dos outros ossos (com exceção do colo do fêmur). Em alguns casos a pseudo-artrose pode ser atribuída à imobilização imperfeita , ou possivelmente ,desde que a fratura seja intra-articular, à ação do líquido sinovial, na dificuldade de formação de uma ponte fibrosa entre os fragmentos. Em outros casos a pseudo-artrose pode ser dividida à diminuição do suprimento sangüíneo para um dos fragmentos, havendo uma seqüela comum ,mas não inevitável, de necrose avascular do fragmento proximal..

Quando está presente por longo tempo a pseudo-atrose, as superfícies da fratura tornam-se arredondadas ,como se uma articulação estivesse se formando entre eles. Há também alterações císticas em um ou ambos fragmentos .Ainda mais tardiamente, as radiografias podem mostrar uma osteoartrose em fase inicial.

D) Retardo da consolidação: em grandes números de casos as fraturas do escafóide consolidam lentamente e ,apesar da imobilização em gesso ,pode demorar ,quatro ,cinco ou mesmo seis meses após a lesão Não está bem definido se o retardamento da consolidação e causado por uma imobilização imperfeita ou pela diminuição do suprimento sangüíneo em um dos fragmentos.


Fratura da tuberosidade do osso escafóide

As fraturas da tuberosidade são raras em comparação com aquela com aquela do corpo do escafóide, mais elas são relativamente comuns em meninos adolescentes. Elas não são de grande importância porque geralmente consolidam prontamente e causam pouco problema.

Tipos de fraturas

Fraturas do osso escafóide

Ocorrem com maior freqüência em adultos, jovens após queda com o punho em hiperextensão. Em geral ,com poucos sinais clínicos ,são tratados como simples contusão ou entorse. Cerca de 4/5 do osso está coberto por cartilagem ,restando apenas uma pequena área para penetração dos vasos que vão nutri-lo .Estes geralmente penetram em sua porção distal e dorsal, o que explica a alta incidência de necrose do fragmento proximal após a fratura.

Classificação

Pode-se classificar as fraturas do escafóide pelo nível anatômico em fraturas do terço proximal ,médio e distal .Podem também ser classificadas pelo traço de fraturas em relação ao eixo longitudinal do escafóide em fraturas transversas, horizontal e oblíqua e horizontal transversa. As fraturas do terço proximal em relação de problemas circulatórios e as fraturas obliquas verticais-que tendem a ser menos estáveis são de pior prognóstico.

Fisiopatologia

ESCAFOIDITE. Lesão inflamatória do escafóide carpiano. Observa-se na infância e no inicio da adolescência e caracteriza-se pela dor à palpação e durante a marcha, com inchação e alteração radiológica do escafóide. A natureza da afecção é mal conhecida. mas aproxima-se da osteocondrite do quadril. A escafoidite cura-se espontaneamente em alguns meses com a imobilização no gesso e os analgésicos / antiinflamatórios, que serão suficientes como tratamento.

Ocorre fratura de escafóide durante queda sobre mão espalmada com o punho em dorsiflexão e desvio radial. Em 95 à 100 graus de extensão do punho, o pólo proximal do escafóide permanece fixo, enquanto que o pólo distal movimenta-se dorsalmente, levando à fratura ao nível do corpo.

Reabilitação

Estes exercícios são para aparelhos de gesso, redução aberta e fixação externa.

Imediatos até uma semana.

- Trate o edema gravitacional com elevação do ombro.

- Exercícios de amplitude movimentos ativos e passivos para os dedos, exceto para o polegar, que esta imobilizado.

- Exercícios de amplitude de movimento ativos e ativos com ajuda para o ombro.

- Exercícios isométricos para o bíceps, tríceps e deltóide.

- Exercícios de amplitude de movimentos ativos e passivos para os dedos, exceto para o polegar, que esta imobilizado.

- Exercícios de amplitude de movimentos ativos e passivos com ajuda para cotovelo e ombro.

- Exercícios isométricos para bíceps, tríceps e deltóide.
Limite, supinação e pronação.

De 4 a 6 semanas

- Continue os exercícios de amplitude de movimento ativos e passivos para os dedos, exceto para o polegar, que ainda esta imobilizado.

- Exercício de amplitude de movimentos ativos e ativos com ajuda para ombro e cotovelo.

- Limite, supinação e pronação.

- De prosseguimento a terapia com exercícios leves de amplitude de movimentos ativos para o punho, e com exercícios ativos (igualmente leves) de oposição e flexão/ extensão para o polegar.

- Não instituir exercícios passivos.

- Continue o exercício de amplitude de movimentos ativo e ativos com ajuda para o cotovelo e ombro.

De 12 a 16 semanas

- Estável

- O paciente deve estar curado. Considere estimulação elétrica/campo eletromagnético pulsado ou cirurgia, se não ocorreu progressão até a união.

- Exercícios de amplitude de movimentos para todos os dedos, punho, cotovelo e ombro. Alem dos exercícios de amplitude de movimentos ativos e ativos com ajuda receite exercícios passivos para conseguir completa mobilidade.

- Fortalecimento da preensão com aperto de bola de borracha ou massa de modelar.

- Exercícios contra resistência progressivos para o punho e polegar.

- Use pesos de 1 quilo e aumente, para fortalecimento do bíceps e cintura escapular.

- Fluidoterapia ou hidroterapia reduz o desconforto.

- O paciente deve estar curado. Considere estimulação elétrica/campo eletromagnético pulsado ou cirurgia, se não tiver ocorrido progressão até a união.


Conclusão

Podemos chegar a conclusão que as fraturas dos escafóides são raras, dificultando em seu diagnóstico, sendo necessária repetidas chapas de raio X. Após a lesão a fratura do escafóide pode ser quase invisível, necessita-se que o paciente tire mais chapas duas a três semanas após da lesão quando a fratura pode ser vista claramente.

As fraturas podem permanecer desconfortáveis por muitas semanas após a lesão. Neste caso uma tala não é de grande auxílio , uma bandagem de crepe por um alguns dias será de maior conforto para o paciente, mas a atividade a ser estimulada.


Fratura de Smith


Introdução

Esta fratura foi descrita pela primeira vez, em 1847, por Smith que escreveu: "I can not speak with accuracy as the anatomical characters of the injury, having never had an oppurtunity of examining after death the skeleton of the forearm in those who had during life met with this accident". Trata-se de uma fratura da extremidade inferior do rádio com deslocamento palmar do fragmento radial distal e deslocação da articulação radiocubital distal. A fratura é provocada por uma queda no dorso do punho flectido.


Anatomia do punho

Um grande número de articulações está presente na região da mão.

O punho é uma articulação radiocarpal, classificada como uma articulação elipsóide, com dois graus de liberdade de movimento. A superfície articular do rádio é côncava, e inclui um disco articular localizado próximo a ulna, exatamente para completar essa concavidade, preenchendo o espaço criado pela ausência de superfície articular entre a ulna e os ossos do carpo. As superfícies articulares do escafóide e do semilunar são convexas para corresponder à concavidade do rádio.

Os movimentos de abdução e adução ocorrem na articulação radiocarpal ao redor de um eixo que passa pelo capitato, sendo que o desvio em direção a ulna (adução) é aproximadamente o dobro do desvio em direção ao rádio.

Uma parte do movimento de extensão e flexão do punho ocorre na junta radiocarpal, e o restante na junta mediocarpal (entre as fileiras proximal e distal dos ossos carpais). Dessa forma, o eixo para os movimentos de flexão e extensão do punho muda durante o arco de movimento. A maior parte do movimento de flexão ocorre na articulação radiocarpal (cerca de 50 graus), e o restante ocorre na junta mediocarpal (cerca de 35 graus). Inversamente, a porção principal do movimento de extensão ocorre na articulação mediocarpal, com contribuição menor da radiocarpal.

 



>> Movimentos na articulação do punho

A articulação do punho permite movimentos em dois planos:

1. Flexão-Extensão no plano sagital.
2. Desvio Radial-Cubital no plano frontal.

Uma combinação destes planos permite a elevada amplitude de movimentos do punho.

* Desvio Cubital: Dobrar o punho no sentido do dedo menor

* Desvio Radial: Dobrar o punho na direcção do dedo polegar

* Extensão do punho (ou flexão dorsal): Dobrar o punho para cima e para trás (no sentido da face dorsal da mão)

* Flexão do punho (ou flexão palmar): Dobrar o punho para baixo (no sentido da face palmar da mão)

* Postura neutra

* Pinça polegar-indicador

Os quatro primeiros movimentos são designados por movimentos extremos quando ocorrem na sua amplitude máxima.


Fratura Radial Distal

A hiper-extensão forçada causa a maioria de fraturas do pulso. O radio é o osso o mais geralmente fraturado no corpo.

Estas fraturas ocorrem geralmente em conseqüência do uso do braço para amparar uma queda.

As fraturas do Escafóide (o osso carpal o mais freqüentemente ferido) ocorrem mais freqüentemente em indivíduos atléticos novos do que as fraturas radiais.

 


Epidemiologia

A fratura radial distal compõe 17% de todas as fraturas tratadas nas emergências. Têm uma distribuição bimodal com picos pediátricos e geriátricos.


Tipos de Fraturas

 

A: Fratura de Coles

B: Fratura de Smith

C: Fratura de Barton



Fratura de Smith

Uma flexão e uma fratura da extremidade mais baixa do raio, com deslocamento para frente do fragmento mais baixo.

Naturalmente não é sempre como fácil de diagnosticar uma fratura quando há quase nenhum deslocamento, ou como na imagem.

 

Fratura de Smith


 

Incidências póstero-anterior (A) e lateral (B) do antebraço distal mostram o aspecto típico da fratura de Smith. O deslocamento palmar do fragmento é claramente evidente na incidência lateral.


Classificação

Há muitos sistemas de classificação para fartura radial distal. Somente um destes é relevante (a classificação universal de fraturas de Coles).

A classificação modificada de Thomas para fraturas de Smith: (Thomas 1957)

 

O tipo I é extremamente articular.

O tipo II cruza a superfície articular dorsal.

O tipo III entra na junção radiocarpal



Redução

A redução da fratura de Smith é conseguida com a tração longitudinal, supinação, e mantendo o pulso no ponto morto


Tratamento Fisioterápico



- Pré-Cinética

    » Crioterapia
    » Laser


- Cinética

   » Mobilização Cicatricial (pós-cirúrgico)
   » Massagem Local
   » Mobilização do punho, mão e dedos Com Thera-Band
   » Alongamento Passivo
   » Movimentos Ativos (trabalhar pronação e supinação)
   » Ganho de Arco
   » Trabalho de Propriocepção




Conclusão

O tratamento das fraturas de Smith merece atenção especial.

Após tratamento cirúrgico, poderão surgir complicações, tais como perda de amplitude de movimento, dor, edema, o que dificultará o retorno à função.

A Fisioterapia tem um importante papel no tratamento pós-operatório destas fraturas, agindo na prevenção e tratamento destas complicações, possibilitando ao paciente o retorno as suas atividades normais, em período breve, seguro e em melhor nível.

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