quinta-feira, 10 de abril de 2014

Fraturas de Falanges e Metacarpos

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As fraturas das falanges (fraturas dos dedos) são consideradas as mais frequentes no ser humano. Isto por se tratarem de ossos menores e mais frágeis e por estarem em maior frequência expostos aos traumatismos cotidianos como domésticos, profissionais ou esportivos. A gravidade das fraturas das falanges depende, sobretudo do número de fragmentos envolvidos, do desvio entre estes fragmentos, do comprometimento articular, entre outros fatores. Estes fatores também definem o tratamento a ser instituído, se conservador ou cirúrgico, e no caso de cirurgia qual método de redução e de fixação.

A maioria das fraturas das falanges são de tratamento conservador, e consiste na imobilização em media por 4 semanas seguida de terapia apropriada. Nas fraturas com maior desvio, múltiplos fragmentos, e fragmentos articulares, onde a redução fechada (sem cirurgia) não foi possível, ou onde a imobilização não é capaz de manter a posição dos fragmentos (fraturas instáveis), o tratamento cirúrgico esta indicado, e pode ser caracterizado pela redução incruenta e fixação percutânea com pinos metálicos (sem cortes) ou redução aberta e osteossíntese interna com mini-placas e parafusos de titânio.

O desenvolvimento recente de implantes de maior técnologia com menos espessura, e desenhos mais anatômicos, vêm aumentando as indicações do uso desta técnica, pois permite a mobilização imediata do dedo, com pouco risco de complicações realcionadas aos implantes e consequentemente poucas chances de necessidade de remoção futura destes implantes.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Protocolo de reabilitação para o tratamento cirúrgico da fratura de Colles


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Fase aguda (1-3 semanas)
Objetivos: proteger a sutura cirúrgica; controlo da dor e do edema (TENS e gelo); manutenção da amplitude de movimento dos dedos, cotovelo e ombro
Intervenções
  • Elevação
  • Mobilização passiva suave de punho e antebraço
  • Mobilização ativa dos dedos, cotovelo e ombro
  • Imobilização estática a 300 de extensão do punho para durante o dia
  • Retorno gradual a AVDs que envolvam pesos menores que 2Kg


Fase sub-aguda (4-7 semanas)
Objetivos: protecção; controlo da dor e edema (TENS , gelo, massagem); aumentar a amplitude de movimento;
Intervenções
  • Mobilização passiva de carga baixa e alongamentos prolongados dos movimentos do punho
  • Interromper progressivamente o uso da tala
  • Aumentar as AVDs dentro da tolerância do paciente


Fase final (8-12 semanas)
Objetivos: amplitude de movimento completa; começar o fortalecimento
Intervenções
  • Mobilização ativa de todos os movimentos do punho progredindo para exercícios isométricos e, em seguida, exercícios resistidos com halteres e elásticos
  • Fortalecimento da preensão plantar
  • AVDs avançadas


Modalidades


Crioterapia
A crioterapia também pode ser combinada com compressão e elevação para tratar o edema e a dor. Deve ser aplicada à área entre 10-15 minutos, em intervalos de 2 horas.

Massagem para o edema
Pode ser realizada 3x/semana durante 4 semanas seguido por 2x/semana por 2 semanas. Neste estudo todos os tratamentos foram combinados com exercícios de fortalecimento e alongamento. A massagem para o edema deve ser realizada em primeiro lugar, com atenção à anatomia do sistema linfático.

Estimulação Elétrica
O uso da estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) pode ser iniciado em qualquer fase da reabilitação para tratar a dor, mas é particularmente útil para os pacientes que estão a aumentar o nível de atividade do punho. O TENS convencional é útil para interromper o ciclo de dor através de uma sessão de tratamento prolongado.

Protocolo de reabilitação para o tratamento conservador da fratura de Colles


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Fase aguda (0-8 semanas)
Objetivos: Proteção com tala para o antebraço; controlo da dor e do edema; manutenção da amplitude de movimento dos dedos, cotovelo e ombro.
Intervenções
  • Mobilização passiva e ativa dos dedos, cotovelo e ombro
  • Elevação de mão e dedos para controlar o edema
  • Remover tala para o antebraço entre 6-8 semanas


Fase sub-aguda
Objetivos: controlo da dor e edema (TENS , gelo); ganho de amplitude de movimento; retorno progressivo às atividades da vida diária (AVDs)
Intervenções
  • Mobilização passiva e ativa dos dedos, cotovelo e ombro
  • Mobilização para flexão/extensão do punho, supinação/pronação do antebraço
  • Mobilização passiva de baixa carga e alongamento prolongado


Fase final
Objetivos: Recuperar a totalidade da amplitude de movimento; iniciar o fortalecimento; retorno total às atividades da vida diária (AVDs)
Intervenções
  • Continuar todos os exercícios de amplitude de movimento
  • Progredir para o fortalecimento de todas as articulações

Modalidades


Crioterapia
A crioterapia também pode ser combinada com compressão e elevação para tratar o edema e a dor. Deve ser aplicada à área entre 10-15 minutos, em intervalos de 2 horas.

Massagem para o edema
Pode ser realizada 3x/semana durante 4 semanas seguido por 2x/semana por 2 semanas. Neste estudo todos os tratamentos foram combinados com exercícios de fortalecimento e alongamento. A massagem para o edema deve ser realizada em primeiro lugar, com atenção à anatomia do sistema linfático.

Estimulação Elétrica
O uso da estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) pode ser iniciado em qualquer fase da reabilitação para tratar a dor, mas é particularmente útil para os pacientes que estão a aumentar o nível de atividade do punho. O TENS convencional é útil para interromper o ciclo de dor através de uma sessão de tratamento prolongado.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Complicações da fratura de escafóide

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As fraturas do escafoide ocorrem na maioria das vezes em acidentes com a mão dorsifletida, como em quedas ao solo com a mão espalmada ou por golpes de objetos pesados nesta posição, como por exemplo em goleiros no futebol de salão. Quando as fraturas ocorrem em acidentes de baixa energia como nas quedas ao solo o indivíduo refere dor discreta no punho no dorso no lado radial (dor no dorso do escafoide ou na tabaqueira anatômica). Os paciente podem referir, ainda, dor à compressão longitudinal do polegar. A estes sintomas na fase inicial do atendimento é imputada sensibilidade de 100%.

A necrose avascular é uma complicação comum da fratura do escafoide. O risco de necrose avascular depende da localização da fratura.

  • Fraturas no 1/3 proximal possuem uma maior incidência de necrose avascular.
  • Fraturas no 1/3 médio possuem risco moderado.
  • Fraturas no 1/3 distal são raramente complicadas por necrose avascular.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Tratamento para fratura de mão


mao_enfaixada.jpg

A extremidade do nosso membro superior é sujeito a muitos traumas. Por isso as fraturas do metacarpo e da falange correspondem a 80% das fraturas da mão.
O tratamento pode ser por meio de imobilizações com talas, espadrapagens e órteses para fraturas estáveis e com pouco desvio. Fraturas instáveis ou com desvio devem ser tratadas cirurgicamente para a preservação da função da mão.
A fratura mais comum do punho é a fratura da extremidade distal do rádio. Geralmente isto ocorre em quedas com impacto no punho de paciente feminino pós-menopausa com algum grau de osteoporose ou acidentes com dissipação de alta energia no punho de pacientes jovens. Uma boa parte das fraturas do rádio é articular, instável e com desvio. Estas fraturas devem ser reduzidas sob anestesia e fixadas cirurgicamente.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Ossos na mão numerados


A mão do ser humano divide-se basicamente em três partes: carpo, metacarpo e dedos.
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Na estrutura da mão de uma pessoa, existe uma grande quantidade de ossos que atuam em conjunto.
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O homem é o ser mais evoluído do nosso planeta, sendo que dentre os diversos fatores que nos diferenciam das outras espécies é a habilidade de nossas mãos.
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Graças a um complexo conjunto de ossos e músculos existentes nas extremidades dos membros superiores, podemos realizar delicados trabalhos de precisão, pois temos a cacidade de realizar os chamados movimentos de pinça, diferentemente de outras espécies que não possuem esta capacidade. Tendo sido este, um importante diferencial para a nossa evolução e superioridade.
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Observe na imagem abaixo, quais são os principais ossos do esqueleto da mão de uma pessoa.

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1-
Rádio
2-
Cúbito
3-
Escafóide
4-
Semilunar
5-
Piramidal
6-
Pisiforme
7-
Trapézio
8-
Trapezóide
9-
Capitato
10-
Unciforme
11-
Metacarpo
12-
Metacarpo
13-
Falange
14-
Falange
15-
Falangeta
16-
Falanginha
17-
Falanginha
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