quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Dica: 6 livros para quem trabalha com Fratura de Mão


Estivemos dando uma volta para ver o que se tem de literatura para fratura de mão e selecionamos seis livros que vão ajudar (E MUITO!) a quem trabalha com essa especialidade que cada vez tem mais reconhecimento na sociedade.

Confere aí:


Livro - Cirurgia na Mão: Lesões Não-Traumáticas

Cirurgia na Mão: Lesões Não-Traumáticas

A especialidade médica em Cirurgia da Mão ocupa hoje um lugar de destaque na nossa sociedade. Muito sabiamente, o Conselho Federal de Medicina reconheceu-a como uma verdadeira especialidade, pois um cirurgião de mão é aquele médico que, para ter uma formação adequada, necessita uma carga enorme de aprendizado teórico e prático, iniciado na residência em Cirurgia Plástica ou Ortopedia e posteriormente complementado com as bases das Cirurgias Vascular e Neurológica, nos serviços de residência em Cirurgia da Mão.

Livro - Cirurgia e Traumatismo da Mão

Cirurgia e Traumatismo da Mão

Cirurgia da mão - A especialidade médica em Cirurgia da Mão ocupa hoje um lugar de destaque na nossa sociedade. Muito sabiamente, o Conselho Federal de Medicina reconheceu-a como uma verdadeira especialidade, pois um cirurgião de mão é aquele médico que, para ter uma formação adequada, necessita uma carga enorme de aprendizado teórico e prático, iniciado na residência em Cirurgia Plástica ou Ortopedia e posteriormente complementado com as bases das Cirurgias Vascular e Neurológica, nos serviços de residência em Cirurgia da Mão. Traumatismo da mão - Aqui observamos um interesse nesta matéria por parte de vários especialistas, não só em Cirurgia de Mão, mas também em Cirurgia Plástica e Ortopedia, e também daqueles que atendem nos serviços de Pronto-Socorro.

Reabilitação Da Mão

Reabilitação Da Mão

Lesões Tendinosas das Mãos

Lesões Tendinosas das Mãos

No espírito de divulgação científica, a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) lança mais uma obra cujo conteúdo é fundamental para ortopedistas.

O Prof. Dr. Rames Mattar Jr. E todos os colaboradores reuniram neste volume uma experiência clínica acumulada e uma bem estruturada revisão bibliográfica atualizada das lesões agudas e crônicas dos tendões, envolvendo também o seu manuseio nos casos de lesões nervosas associadas.

Livro - Terapia da Mão

Livro - Terapia da Mão

Este livro a autora mostra sua Visão Global e filosófica e a terapeutica do conhecimento Anatômico e funcional da mão, imorescindíveis para os médicosa e terapeutas de mão, auxiliando no entedimento das patologia, abordando também os métodos de controles da evolução dos tratamentos

Livro - Mão e Punho - Série Ortopedia Cirúrgica

Mão e Punho - Série Ortopedia Cirúrgica

ste livro da Série Ortopedia Cirúrgica, produzido por grandes nomes da ortopedia e de grande experiência em cirurgias da Mão, tem como objetivo principal ser ferramenta para o profissional de ortopedia que busca qualificação no tratamento cirúrgico especializado de lesões ortopédicas e traumáticas.

Para os profissionais que buscam aprendizado, atualização e revisão, esta obra abrange as técnicas mais importantes, com grande ênfase na parte visual e prática, através de ilustrações no livro impresso e vídeos de cirurgia disponíveis no site www.elsevier.com.br/expertconsult, a fim de facilitar a compreensão e assimilação das técnicas cirúrgicas demonstradas.

Mão, assim como os outros livros da Série Ortopedia Cirúrgica, é ferramenta indispensável para aprimorar o conhecimento do ortopedista no Brasil, melhorando cada vez mais a educação médica continuada e as técnicas cirúrgicas executadas.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Entorses de punho e suas consequencias

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Marcado por inchaço e perda de mobilidade, a entorse do pulso é uma lesão comum, dolorosa e o tratamento e recuperação período vai depender da gravidade da entorse. O termo se refere a uma entorse do ligamento que ou foi esticado além de sua capacidade normal, ou até mesmo rasgadas. Os ligamentos são tecidos que seguram juntas juntos. Felizmente a maioria dos entorses podem ser tratados em casa. No entanto, alguns entorses podem exigir cirurgia .

Para o tratamento, médicos , enfermeiros e outros profissionais de saúde usam a sigla " RICE " - repouso, gelo , compressão Ligadura, Elevate - para lembrar os passos para o tratamento de entorses , e essa mesma sigla pode ser aplicado em casa .

Descanso: Evite usar seu pulso até que você já não sente dor

Gelo: Lugar uma bolsa de gelo diretamente em seu pulso imediatamente após ter ferido que , para evitar o inchaço. . No entanto, você não precisa de continuar a congelar seu pulso por um longo período de tempo após a lesão inicial

Ataduras compressivas: comprá-las em qualquer farmácia ou loja de esportes/material medico. Se você não tiver certeza de como aplicar o curativo em seguida, escolher uma manga elástica ou neoprene que você pode deslizar facilmente sobre seu pulso

Eleve : Eleve seu pulso ou acima do nível do peito para ajudar a reduzir e evitar o inchaço .

Só as entorses leves devem ser tratadas em casa. Se a entorse é grave, a visita ao médico é fundamental porque pode haver uma lesão mais grave, como uma fratura óssea. O  nível de dor é um excelente indicador de quando se trata de descobrir o quão sério a entorse é . Se a dor é leve , então você pode tratá-lo em casa. No entanto, se a dor é grave ou mesmo moderada , não deixe de visitar um médico.

O médico irá provavelmente raio- x de seu pulso para garantir que ele não está quebrado. Ele também pode imobilizar ou encaminhá-lo a um cirurgião de mão para a cirurgia se você tem um ligamento rompido .

Se você torcer o pulso muitas vezes, o seu médico pode sugerir a cirurgia reconstrutiva pulso . Estas cirurgias envolvem enxerto de tecido de tendões (tecido que conecta o músculo ao osso ) no ligamento lesado .

Após este tipo de cirurgia seu pulso vai ser imobilizado por um elenco , e quando o elenco é removido você provavelmente vai necessitam de terapia física.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Fraturas do terço distal do rádio: classificação e tratamento

As fraturas do terço distal do rádio constituem de dez a 12% das fraturas do esqueleto e são, muitas vezes, chamadas genericamente de fratura de Colles. não se levando em conta os vários tipos de fraturas distintas do rádio distal que necessitam considerações terapêuticas diversas e prognósticos diferentes.

De Hipócrates a Pouteau, as fraturas do terço distal do rádio foram consideradas como luxações radiocárpicas. No trabalho póstumo de Pouteau, publicado em 1783, trinta anos antes de Colles ( 1813), a fratura do terço distal do rádio foi brilhantemente descrita, embora apresentasse teoria equivocada a respeito da ação da contração dos dedos(8,14),

Em 1838, Johan Barton descreveu outro tipo de fratura do terço distal do rádio. em que ocorria o comprometimento marginal dorsal do rádio com luxação do carpo, e aventou a possibilidade de se verificar fratura semelhante na face palmar do rádio, que também foi descrita por Leternnier no mesmo ano.

Goyrand. em 1932. e posteriormente Smith, em 1974, descreveram a fratura do extremo distal do rádio em flexão e compressão, fratura inversa à descrita por Colles (1813).

Além desses, vários outros autores descreveram diver-sos tipos de fraturas do terço distal do rádio, como as fraturas marginais laterais.

Ao longo da história, pouca atenção foi dada a esse tipo de fratura nos meios ortopédicos, possivelmente devido aos métodos terapêuticos inadequados e insuficientes para evitar as seqüelas provocadas pelo encurtamento e perda da incli nação ulnal e volar do rádio e, também, pelo fato de acometer pacientes de faixa etária elevada e baixa produtividade econômica na sociedade. Somente nas duas últimas décadas começou-se a dar maior importância à classificação, tratamento e reabilitação funcional dessas fraturas, na tentativa de di minuir o número de seqüelas e o tempo de afastamento do trabalho desses pacientes.

Vários autores tentaram classificar as fraturas do terço distal do rádio(4,6,8,10,12,21) ; entretanto, nenhuma classificação é totalmente aceita, por não possuir elementos suficientes que orientem o tratamento, bem como o prognóstico dessas fraturas. Escolhemos a classificação do grupo AO, que, a nosso ver. abrange os diversos tipos de fraturas distais do rádio e não somente as fraturas do tipo Colles.

Foram propostos na literatura vários métodos de tratamento. entre eles: Jones (1915) propôs a substituição do afixamento e massagem referidos por Colles por redução manipulativa e imobilização gessada com tala dorsal. Bohler (1919) recomeudou tração prolongada, evitando manobras redutivas violentas e, posteriormente. em 1923, adotou o método de redução incruenta e estabilização por fixação transesquelética bipolar nas fraturas cominutivas. Rush & Rush(16) (1949) iniciaram o tratamento com fixação percutânea intramedular. De Palma(7) ( 1952) introduziu um tipo de fixação percutânea transulnal para fraturas instáveis. Sarmiento(11) (1975) recomendou o tratamento pelo método incruento, que inclui imobilização em órtese de plástico termomoldável com supinação do antebraço.

Atualmente, vários fixadores externos têm sido utilizados com maior freqüência. todos baseados no princípio de manutenção da redução por tração rígida e contínua, inicialmente proposta por Bohler, em 1919. Ulson(21) enfatizou o alto grau de instabilidade e preconizou a fixação das fraturas da extremidade distal do rádio, tipo extensão-compressão, com osteossíntese intramedular percutânea e fixação externa. Jakob & Fernandez (11) apresentaram o uso de minifixadores externos nas fraturas cominutivas articulares e o conceito de ligamentotaxia.

O uso de placas de suporte e parafuso foi muito difundido como tratamento de fraturas intra-articulares marginais.

Sennwald & Segmuller(19) apresentaram uma classificação das fraturas do terço distal do rádio, enfatizando a fixação estável e redução anatômica como principal método de tratamento, utilizando fixação interna e externa, dependendo do tipo de fratura,

O objetivo deste trabalho é mostrar nossa experiência no tratamento da fratura do terço distal do rádio, enfatizando a redução anatômica e a reabilitação funcional.

MATERIAL E MÉTODOS
Foram estudados 35 pacientes com fratura do terço distal do rádio, durante o período de julho de 1987 a agosto de 1988. Os pacientes foram atendidos no pronto-socorro do Hospital São Camilo e Hospital São Paulo: dos 35 pacientes, 21 eram do sexo feminino e 14, do masculino: a idade dos pacientes variou entre 26 e 72 anos.

Os pacientes foram avaliados com radiografias em ânteroposterior e perfil da extremidade afetada e, em Seguida, classificados segundo o tipo de fratura, de acordo com a classificação do grupo AO. (fig. 1 e tabela I), Foram oito pacientes classificados no tipo A, 12 no tipo B e 15 no tipo C.

O tratamento instituído estava de acordo com a classificação da fratura, a idade do paciente e a atividade profissional exercida.

As fraturas do tipo A (extra-articulares e estáveis) foram tratadas com redução incruenta, com o paciente sob anestesia troncular e aplicação de gesso axilopalmar por quatro semanas e, posteriormente, gesso antebraquiopalmar por mais duas semanas, com exceção das fraturas tipo A3, que apresentam cominuição dorsal, e dos pacientes idosos, que se comportam como instáveis, os quais foram tratados cirurgicamente com placa e parafusos.

As fraturas do tipo B (intra-.articulares marginais), predominantes em indivíduos jovens, foram tratadas com redução aberta e osteossíntese com placa e/ou parafuso. Após a cirurgia, o paciente foi mantido com tala gessada antebraquiopalmar por três a quatro semanas, quando foi utilizada imobilização removível e iniciada terapia ocupacional por mais duas semanas, ao fim das quais foram reavaliados e retirada a imobilização, Exceção deve ser feita às fraturas do tipo B 1, nas quais a fratura da apófise estilóide não compromete a superfície articular, sendo tratadas com gesso antebraquiopalmar por quatro semanas,

As fraturas do tipo C são intra-articulares extremamente instáveis; nas fraturas do tipo C 1, em que a congruência articular é mantida, procedeu-se à redução aberta e osteossíntese com placa e parafuso; o paciente foi mantido em tala gessada por três a quatro semanas, quando foi retirada a imobilização removível para os exercícios; na quinta semana, os pacientes foram reavaliados e retirada a imobilização.

As fraturas do tipo C2 e C3, que apresentam cominuição intra-articular com perda da congruência articular, foram tratadas com fixador externo tipo AO, sendo usados quatro fios de Schanz, de 2mm, de maneira a formar um ângulo de 40 a 60 graus em relação ao eixo longitudinal da diáfise e de 45 graus entre si.

Nos pacientes idosos, com fraturas dos tipos C2 e C, foram realizadas enxertias ósseas através de incisão de, aproximadamente, 2cm na face lateral do rádio, entre o extensor radial do carpo e o abdutor longo do polegar, com aplicação de enxerfo esponjoso retirado da crista ilíaca homolateral(17,18).


Após a redução, o paciente foi mantido com tala gessada antebraquiopalmar, com dedos livres, por quatro semanas. Iniciou-se terapia ocupacional, objetivando-se a pronossupinação do antebraço, na segunda semana, quando não havia associação com fratura da ulna e flexoextensão dos dedos e cotovelo (15).

A avaliação foi feita segundo os critérios anatômicos de Frykman (l0) modificados por Lidström(12), que consideram desvio radiográfico, encurtamento e desvio radial na incidência AP e inclinação da superfície articular do rádio no perfil (tabela 2), e segundo os critérios funcionais de McBride(13) após seis meses de evolução (tabela 3).

RESULTADOS
O tratamento efetuado foi baseado nos critérios de indicação terapêutica por nós adotados, apoiado na classificação do grupo AO. Os resultados obtidos segundo os critérios anatômicos de Frykman e funcional de McBride são mostrados nas tabelas 4 e 5, respectivamente.

DISCUSSÃO
Na literatura, encontramos várias classificações para as fraturas do terço distal do rádio, mas nenhuma abrange todas as fraturas e nos fornece subsídios para a conduta terapêutica, portanto, padronizamos as indicações terapêuticas baseados na classificação do grupo AO, que, a nosso ver, é o mais abrangente.

Obtivemos alto índice de resultados excelentes e bons em relação aos parâmetros anatômicos de Frykman (91,5%), como em relação aos parâmetros funcionais de McBride (94,4%), mesmo levando-se em conta as fraturas graves, como as dos tipos B e C.

Dentre os pacientes considerados de resultado regular, segundo os critérios anatômicos de Frykman, encontramos duas fraturas do tipo A. Um paciente apresentou, na evolução, quadro de algoneurodistrofia, sendo também considerado como resultado regular segundo os critérios funcionais de McBride; já o outro paciente evoluiu com inversão do ângulo de inclinação dorsal do rádio no perfil: no entanto, apresentou boa evolução, com manutenção do comprimento relativo do rádio, sendo considerado como bom resultado segundo os critérios funcionais de McBride.

O paciente com resultado ruim, segundo o critério anatômico de Frykman, apresentou fratura do terço distal do rádio, tipo C, com exposição óssea e perda da "massa extensora" do dorso do antebraço e punho, apresentando, entretanto, resultado regular segundo os critérios funcionais de McBride.

Devemos salientar que o alto índice de resultados excelentes e bons está relacionado à possibilidade de se fazer fisioterapia e terapia ocupacional assistida precoce, o que sempre foi uma de nossas metas durante o tratamento.

CONCLUSÃO
Com o uso de uma classificação de grande abrangência e fácil interpretação, apresentamos um protocolo com tratamentos distintos nos diversos tipos de fratura do terço distal do rádio. Salientamos a importância de redução anatômica e terapia ocupacional precoce, que são de grande valia para a obtenção de bom resultados funcionais.

REFERÊNCIAS

Barton, J.R.: View and treatment of an important injury of the wrist. Medical Examiner I: 365, 1838. Apud Watson-Jones: Fraturas. Traumatismo das articulações. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 1978.

Böhler, L.: Die funktionelle Bewegungs behandlung der "typischenraiusbrüche aut anatomischer und physiologischer Grundlage. Münch Med Wochenschr 66): 1185, 1919.

Böhler, L. ( 1923) : Technique du traitement des fractures. Les ÉditionsMédicales de Flance, Paris, 1944. Apud Ledoux. A., Ranis, A., Van Der Guinst. M.: L'embrodage des fractures inférieures du radius. Rev Chir Orthop 59: 427-438, 1973.

Castaing, J.I..: Les fractures de l'extrémité inferieure du radius chezPadulte. Rev Chir Orthop 50: 581-696,1964.

Colles, A.: Fractures of the carpal extremity of the radius. Edin Surg J. 1814. Apud Menandro, M.B., Castro, R & Rocha, R.P.: Fixação bipolar nas fraturas de Colles. Rev Bras Ortop 11: 78-81, 1976.

Cooney. W.P., Linscheid, R.L., Dobyns,J.H.: External pin fixation of unstable Colles' fractures. J Bone Joint Surg [Aml 61: 840-845, 1979.

De Palma, A.F.:Comminuted fractures of the distal end of the radius treatedby ulnar pinning. J Bone Joint Surg [Am] 34: 651-662,1952.

Destot, E.: The Classic injuries of the wrist. A radiological study. Clin Orthop 202: 3-l1, 1986.

Ehalt. W.: Die Bruchforman am interen Ender, der Speiche und Elle. Arch Orthop Unfall-Chir 35: 397,1935.

Ftykman, G.: Fracture of the distal radius including sequelae shoulder-hand-finger syndrome. Disturbance of the distal radio-ulnar joint and impairment of nerve function . A clinical and experimental study. Acta Orthop Scand (Suppl) 108: 1967.

Jakob, R.P. & Fernandez, D.: In AO Bulletin, Berna, 1983.

Lidström, A.: Fractures of the distal radius . A Clinical and statistical of end results. Acta Orthop Scand (Suppl) 41: 1956. 

McBride, C.D.: Disability evaluation. Principles of treatment and compensable injuries. Philadelphia, J B Lippincott, 1948.

Platt, H.: Traumatisme du Poignet et du rayo. Br Med J 2: 288-292 ,1932.

Reis, F.B., Corvello, M.C., Françoso, R.m., Faloppa, F. & Masiero, D.: Terapia ocupacional no tratamento das fraturas do terço distal do rádio. Folha Med 100: 15-18, 1990.

Rush, L.V. & Rush, H.I..: Evaluation of medullary fixation of fracturesby longitudinal pin. Am J Surg 78: 324, 1949.

Sarmiento, A.. Pratt, G.W.. Berty, N.C. & Sinclair, W.F.: Colles fractures:functional bracing in supination. J Bone Surg [Am] 57: 311 -317, 1975.

Sarmiento, A., Zaragoski, J.B. & Willian, F.S.: Functional bracing of Colles' fractures. A prospective study of imobilization in supination vs pronation. Clin Orthop 148: 175-183, 1980.

Sennwald, G.: L'entité radius-carpe. Springer-Verlag, 1987. p . 225-235.

Smith, R.W.: A treatise on fractures in the viciniti of joints and certain accidental and congenital dislocation. Dublin, Hodges and Smith, p. 62. Apud Watson-Jones: Fraturas. Traumatismo das articulações, Rio de Janeiro. Guanabara Koogan. 1978.

Ulson, H. J. R. :Nota prévia. VIII Cong.Bras. de Cir. da Mão, São Paulo. novembro de 1981. Apud Pardini. A. G. : Traumatismo da mão, Rio de Janeiro, MEDSI. 1985.

Fonte

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Fraturas de Falanges e Metacarpos

http://beleza.culturamix.com/blog/wp-content/gallery/maos-bonitas/maos-bonitas-05.jpg


As fraturas das falanges (fraturas dos dedos) são consideradas as mais frequentes no ser humano. Isto por se tratarem de ossos menores e mais frágeis e por estarem em maior frequência expostos aos traumatismos cotidianos como domésticos, profissionais ou esportivos. A gravidade das fraturas das falanges depende, sobretudo do número de fragmentos envolvidos, do desvio entre estes fragmentos, do comprometimento articular, entre outros fatores. Estes fatores também definem o tratamento a ser instituído, se conservador ou cirúrgico, e no caso de cirurgia qual método de redução e de fixação.

A maioria das fraturas das falanges são de tratamento conservador, e consiste na imobilização em media por 4 semanas seguida de terapia apropriada. Nas fraturas com maior desvio, múltiplos fragmentos, e fragmentos articulares, onde a redução fechada (sem cirurgia) não foi possível, ou onde a imobilização não é capaz de manter a posição dos fragmentos (fraturas instáveis), o tratamento cirúrgico esta indicado, e pode ser caracterizado pela redução incruenta e fixação percutânea com pinos metálicos (sem cortes) ou redução aberta e osteossíntese interna com mini-placas e parafusos de titânio.

O desenvolvimento recente de implantes de maior técnologia com menos espessura, e desenhos mais anatômicos, vêm aumentando as indicações do uso desta técnica, pois permite a mobilização imediata do dedo, com pouco risco de complicações realcionadas aos implantes e consequentemente poucas chances de necessidade de remoção futura destes implantes.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Protocolo de reabilitação para o tratamento cirúrgico da fratura de Colles


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Fase aguda (1-3 semanas)
Objetivos: proteger a sutura cirúrgica; controlo da dor e do edema (TENS e gelo); manutenção da amplitude de movimento dos dedos, cotovelo e ombro
Intervenções
  • Elevação
  • Mobilização passiva suave de punho e antebraço
  • Mobilização ativa dos dedos, cotovelo e ombro
  • Imobilização estática a 300 de extensão do punho para durante o dia
  • Retorno gradual a AVDs que envolvam pesos menores que 2Kg


Fase sub-aguda (4-7 semanas)
Objetivos: protecção; controlo da dor e edema (TENS , gelo, massagem); aumentar a amplitude de movimento;
Intervenções
  • Mobilização passiva de carga baixa e alongamentos prolongados dos movimentos do punho
  • Interromper progressivamente o uso da tala
  • Aumentar as AVDs dentro da tolerância do paciente


Fase final (8-12 semanas)
Objetivos: amplitude de movimento completa; começar o fortalecimento
Intervenções
  • Mobilização ativa de todos os movimentos do punho progredindo para exercícios isométricos e, em seguida, exercícios resistidos com halteres e elásticos
  • Fortalecimento da preensão plantar
  • AVDs avançadas


Modalidades


Crioterapia
A crioterapia também pode ser combinada com compressão e elevação para tratar o edema e a dor. Deve ser aplicada à área entre 10-15 minutos, em intervalos de 2 horas.

Massagem para o edema
Pode ser realizada 3x/semana durante 4 semanas seguido por 2x/semana por 2 semanas. Neste estudo todos os tratamentos foram combinados com exercícios de fortalecimento e alongamento. A massagem para o edema deve ser realizada em primeiro lugar, com atenção à anatomia do sistema linfático.

Estimulação Elétrica
O uso da estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) pode ser iniciado em qualquer fase da reabilitação para tratar a dor, mas é particularmente útil para os pacientes que estão a aumentar o nível de atividade do punho. O TENS convencional é útil para interromper o ciclo de dor através de uma sessão de tratamento prolongado.

Protocolo de reabilitação para o tratamento conservador da fratura de Colles


http://3.bp.blogspot.com/-j9aOgWiib00/T8_odd7iGQI/AAAAAAAAAMo/RLma1BrL8qY/s1600/2.png

Fase aguda (0-8 semanas)
Objetivos: Proteção com tala para o antebraço; controlo da dor e do edema; manutenção da amplitude de movimento dos dedos, cotovelo e ombro.
Intervenções
  • Mobilização passiva e ativa dos dedos, cotovelo e ombro
  • Elevação de mão e dedos para controlar o edema
  • Remover tala para o antebraço entre 6-8 semanas


Fase sub-aguda
Objetivos: controlo da dor e edema (TENS , gelo); ganho de amplitude de movimento; retorno progressivo às atividades da vida diária (AVDs)
Intervenções
  • Mobilização passiva e ativa dos dedos, cotovelo e ombro
  • Mobilização para flexão/extensão do punho, supinação/pronação do antebraço
  • Mobilização passiva de baixa carga e alongamento prolongado


Fase final
Objetivos: Recuperar a totalidade da amplitude de movimento; iniciar o fortalecimento; retorno total às atividades da vida diária (AVDs)
Intervenções
  • Continuar todos os exercícios de amplitude de movimento
  • Progredir para o fortalecimento de todas as articulações

Modalidades


Crioterapia
A crioterapia também pode ser combinada com compressão e elevação para tratar o edema e a dor. Deve ser aplicada à área entre 10-15 minutos, em intervalos de 2 horas.

Massagem para o edema
Pode ser realizada 3x/semana durante 4 semanas seguido por 2x/semana por 2 semanas. Neste estudo todos os tratamentos foram combinados com exercícios de fortalecimento e alongamento. A massagem para o edema deve ser realizada em primeiro lugar, com atenção à anatomia do sistema linfático.

Estimulação Elétrica
O uso da estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) pode ser iniciado em qualquer fase da reabilitação para tratar a dor, mas é particularmente útil para os pacientes que estão a aumentar o nível de atividade do punho. O TENS convencional é útil para interromper o ciclo de dor através de uma sessão de tratamento prolongado.

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